12 de out. de 2011
Eu me debrucei na lápide , e vi um enorme buraco , um buraco perfeito para o formato de um caixão preto , com intalhos vermelhos bordôs . Lá vinha a caminhada, e eu , o fantasma já estava a espera do meu corpo amado , apodrecendo agora , vazio e sem alma…usava aqueles lindos óculos escuros, escondendo seus olhos vermelhos manchados com sangue, seus últimos minutos , antes da morte , foram com choro de sangue , usava preto e estava completamente perfeito . Me arrumaram. Quando o caixão foi descendo , as pessoas começaram a chorar e lágrimas profundas e cheias de emoção saltaram de suas pálpebras . Lindos vestidos pretos das telespectadoras assistindo o velório. Lindos ternos dos telespectadores assistindo ao funeral. Chovendo, meu corpo, fecharam o caixão. E eu me debrucei no caixão e não chorei , mas , as gotas de água faziam o trabalho caindo sobre o meu rosto , fingindo ser lágrimas. E ali, esperei terminar todo o falatório em vão , queria violinos, mas os violinistas morreram. Queria pessoas alegres, mas o que adianta chorar? Sem lamentos, eu vivi o que eu pude, e morri quando eu quis…Só disse adeus baixinho, nos ouvidos do meu defunto e fui caminhando pela floresta afora…
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário